O que é a CID-10?

A CID-10 (Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, 10ª revisão) é um sistema de códigos criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificar doenças, sinais, sintomas, queixas, circunstâncias sociais e causas externas de lesões ou doenças.

No Brasil, a CID-10 é adotada oficialmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é utilizada em prontuários médicos, atestados, laudos, AIH (Autorização de Internação Hospitalar), BPA (Boletim de Produção Ambulatorial) e notificações de agravos.

A tabela contém mais de 14.000 códigos organizados em 22 capítulos, cobrindo desde doenças infecciosas até causas externas de mortalidade.

Como funciona a estrutura da CID-10?

A CID-10 é organizada em uma estrutura hierárquica:

  • Capítulos (22): grandes divisões temáticas, identificadas por algarismos romanos (I a XXII).
  • Grupos: subdivisões dentro de cada capítulo, identificados por intervalos de códigos (ex: A00-A09).
  • Categorias (3 caracteres): nível principal de codificação, com uma letra seguida de dois dígitos (ex: A90 = Dengue).
  • Subcategorias (4 caracteres): detalhamento da categoria, com um dígito adicional após um ponto (ex: A90.0).

Como encontrar um código CID-10?

Existem duas formas principais de pesquisar no UniSUS:

  • Por código: digite o código diretamente na barra de busca (ex: A90, J11, M54.5).
  • Por nome: pesquise pelo nome da doença, sintoma ou condição (ex: "Dengue", "Diabetes", "Lombalgia").

Você também pode navegar pela estrutura de capítulos, explorando os grupos e categorias de cada um.

Qual a diferença entre CID-10 e CID-11?

A CID-11 é a versão mais recente da Classificação Internacional de Doenças, publicada pela OMS em 2019 e que entrou em vigor internacionalmente em janeiro de 2022. As principais diferenças são:

  • Mais códigos: a CID-11 possui aproximadamente 55.000 códigos, contra cerca de 14.000 da CID-10.
  • Estrutura digital nativa: a CID-11 foi projetada para uso em sistemas eletrônicos, enquanto a CID-10 foi originalmente concebida em formato impresso.
  • Maior detalhamento clínico: inclui extensões para descrever severidade, lateralidade, histopatologia e outros aspectos.
  • Novos capítulos: inclui, por exemplo, capítulos sobre medicina tradicional e saúde sexual.

No Brasil, o SUS ainda utiliza oficialmente a CID-10. A migração para a CID-11 está em estudo, mas não há data definida para sua implementação no sistema público de saúde brasileiro.

Onde a CID-10 é utilizada no Brasil?

A CID-10 é utilizada em praticamente todos os processos de saúde no Brasil:

  • Prontuários médicos: registro de diagnósticos e condições dos pacientes.
  • Atestados médicos: a legislação exige o código CID nos atestados (com autorização do paciente).
  • AIH (Autorização de Internação Hospitalar): obrigatório para internações no SUS.
  • BPA/SIA (Produção Ambulatorial): registro de procedimentos ambulatoriais.
  • SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade): declarações de óbito.
  • SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação): notificações compulsórias de doenças.
  • Planos de saúde: utilizada tanto no SUS quanto na saúde suplementar.
  • Pesquisa e epidemiologia: base para estudos e estatísticas de saúde.

De onde vêm os dados desta plataforma?

Os dados da CID-10 disponíveis nesta plataforma são obtidos a partir do arquivo oficial CID10.DBF disponibilizado pelo DATASUS (Departamento de Informática do SUS) no endereço ftp.datasus.gov.br.

Os dados são de domínio público e estão em conformidade com a classificação publicada pela Organização Mundial da Saúde. O UniSUS processa e organiza essas informações para facilitar a consulta, mas não é um serviço oficial do Ministério da Saúde.

A consulta é gratuita?

Sim. O UniSUS é uma plataforma 100% gratuita e não requer cadastro. Os dados da CID-10 são públicos e qualquer pessoa pode consultá-los livremente.